14 de jan. de 2011

[VÍDEO] Ergonomia: Adaptação do trabalho ao homem

[VÍDEO] Postura certa no computador

[ANIMAÇÃO] Ergonomia no trabalho

13 de jan. de 2011

O que é ergonomia?

A ergonomia, ou human factors (fatores humanos) ou human factors & ergonomics (fatores humanos e ergonomia), expressões pelas quais é conhecida nos Estados Unidos da América, é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, e também é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema.

Os ergonomistas contribuem para o projeto e avaliação de tarefas, trabalhos, produtos, ambientes e sistemas, a fim de torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.

No Brasil, a formação em Ergonomia tem como ponto de partida alguns conteúdos no ensino técnico (liceu) e por disciplinas esparsas em varias graduações, mais frequentemente nos cursos de Desenho Industrial (Design) e Engenharia de Produção. Ela ocorre de forma mais efetiva através de cursos de especialização (pós-graduação lato sensu). Os programas destes cursos de especialização normalmente incluem conhecimentos básicos em Psicologia Sensorial, Cognitiva e Social, em Antropometria e Biomecanica, em Fisiologia Humana e do Trabalho, em Organização do trabalho acoplados a metodologias de projeto em Desenho Industrial (Design), Engenharia de Produção e Arquitetura, assim como em aplicações em Tecnologia da Informação. Algumas pessoas se instruem em Ergonomia através dos cursos de pós-graduação stricto sensu, que compreendem os mestrados em Desenho Industrial (Design) e em Engenharia de Produção com linha de pesquisa em Ergonomia, assim como os doutorados com esta mesma característica. Estes cursos aceitam graduados em áreas como o desenho industrial, engenharia, fisioterapia e psicologia, mas não conferem atribuição profissional, limitando-se a ter validade apenas acadêmica. Atualmente não existem cursos de mestrado ou de doutorado específicos em ergonomia no Brasil.

Via. Wikipédia

Ergonomia na sala de aula

Introdução
Este trabalho tem como objetivo expor os problemas que são encontrados na sala de aula, a partir da interação do aluno e seu ambiente escolar, tomando como base o estudo da ergonomia.
A ergonomia na educação contribui para o estudo da pratica pedagógica, analisando as adaptações que o aluno e o professor faz ao seu ambiente de trabalho, no caso a sala de aula.
Iremos observar os riscos ergonômicos encontrados na secretaria, e alguns métodos de prevenção.
  
ergonomia
A ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho ao homem. O trabalho não envolve somente o ambiente físico, mas também os aspectos organizacionais de como esse trabalho é programado e controlado para produzir resultados desejados.
Observa-se que adaptação sempre ocorre do trabalho para o homem. A recíproca nem sempre é verdadeira. Ou seja, é muito difícil adaptar o homem ao trabalho. Isso significa que a ergonomia parte do conhecimento do homem para fazer o projeto do trabalho, ajustando-o as capacidades e limitações humanas.
Ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e o seu trabalho, ambiente e equipamento, e particularmente a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas surgidos desse relacionamento. (Ergonomics Research Society, Inglaterra).
Para realizar o seu objetivo a ergonomia estuda diversos aspectos do comportamento humano no trabalho e outros fatores importantes para o projeto de sistema do trabalho, que são:
O homem – características físicas, fisiológicas, psicológicas e sociais do trabalhador; influência do sexo, idade, treinamento e motivação.
Máquina – entende-se por máquina todas as ajudas materiais que o homem utiliza no seu trabalho, englobando os equipamentos, ferramentas, mobiliários e instalações.
Ambiente – estuda as características do ambiente físico que envolve o homem durante o trabalho, com a temperatura, ruídos, vibrações, luz, cores, gases e outros.
Informação – refere-se às comunicações existentes entre os elementos de um sistema, transmissões de informações, o processamento e a tomada de decisões.
Organização – é a conjugação dos elementos acima citados no sistema produtivo, estudando aspectos como horários, turnos de trabalho e formações de equipes.
Conseqüências do trabalho – aqui entram mais as questões de controles como as tarefas de inspeção, estudos dos erros e acidentes, além dos estudos sobre gastos energéticos, fadiga e strees.
Os objetivos práticos da ergonomia são a segurança, satisfação e o bem-estar dos trabalhadores no seu relacionamento com sistemas produtivos. A eficiência virá como resultado. Em geral a ergonomia visa, em primeiro lugar, o bem-estar do trabalhador.
Áreas de aplicação: Medicina, psicologia, sociologia, antropologia, antropometria, engenharias, arquitetura, design (produto, gráfico, ambientes, mobiliários, etc.)

Lesões resultantes de condições ergonômicas
As lesões resultantes de condições ergonômicas inadequadas são conhecidas como Lesões por Esforço Repetitivo (LER), Distúrbios Ósteo-musculares Relacionados ao Trabalho (DORT) ou Lesões por Movimentos Repetitivos (LMR). As causas para estas lesões são o trabalho prolongado envolvendo movimentos repetitivos, movimentos forçados e posturas incômodas. As LER são lesões dolorosas e freqüentemente incapacitantes, que afetam principalmente os punhos, costas, pernas, ombros, pescoço, músculos e articulações.
Condições ambientais adequadas são importantes para o completo bem estar dos trabalhadores e a produtividade.
Uma área de trabalho que é muito fria ou muito quente, pouco iluminada, barulhenta, pouco ventilada, ou com odores desagradáveis, causa aborrecimento, stress, fadiga, cansaço visual, dor de cabeça e outros problemas. Em casos extremos, um ambiente inadequado no escritório pode causar doenças.
As lesões e doenças relacionadas com condições ergonômicas inadequadas podem ser prevenidas, fazendo com que o local e a organização do trabalho se ajuste às necessidades físicas e mentais de cada trabalhador individualmente.

Métodos e Técnicas
A Ergonomia utiliza métodos e técnicas científicas para observar o trabalho humano. A estratégia utilizada pela Ergonomia para apreender a complexidade do trabalho é decompor a atividade em indicadores observáveis (postura, exploração visual, deslocamento). A partir dos resultados iniciais obtidos e validados com os operadores, chega-se a uma síntese que permite explicar a inter-relação de vários condicionantes à situação de trabalho.

Ergonomia e Pedagogia
A ergonomia estuda a adequação do trabalho ao ser humano e pode contribuir para a melhoria de processos, produtividade, ambiente de trabalho, dentre outros.
A ergonomia em educação ainda é um campo de estudo que tem muito a contribuir no que se refere à prática pedagógica.
Neste sentido, devemos observar como a ergonomia se relaciona com a educação e quais as contribuições que ela pode proporcionar ao ambiente escolar e, consequentemente, como pode ajudar a melhorar o rendimento escolar do aluno e a qualidade do trabalho do professor.
Assim, é tarefa da Ergonomia Educacional, ser um referencial para implementar ações pedagógicas que constituem a base do Programa de Conscientização Postural na Escola (PCPE). Aplicados aos fundamentos, conceitos, referencial teórico e metodológicos da Pedagogia Postural.
O Conceito da Pedagogia Postural tem por objetivo desenvolver nas Escolas, com apoio do Programa de Conscientização Postural na Escola (PCPE), palestras educativas que possam gerar consciência crítica acerca dos problemas que afetam a postura corporal dos alunos, alterando sua estrutura musculoesquelética e, servindo de instrumento para prevenção de lesões e dores associadas que podem comprometer o rendimento escolar.
Neste sentido, apoiado nos fundamentos da Pedagogia Postural, procuramos discutir, analisar e mostrar aos alunos posturas corretas que devem ser adotadas para uma melhor interação com os instrumentos pedagógicos que diariamente os jovens utilizam, tais como: o mobiliário escolar, a mochila, o computador, como pegar e transportar objetos pesados, situações do dia-a-dia, etc.
A Pedagogia Postural tem como objetivo a reflexão, ordenação, a sistematização e a construção crítica de conceitos que levem a uma conscientização postural ampla.
Ao relacionar-se ambiente escolar e postura, observa-se que a problemática é bem diversificada. As crianças e os adolescentes permanecem por um período de quatro a seis horas nas instituições escolares, convivendo com dificuldades ergonômicas no mobiliário com disposição e proporções inadequadas e, no transporte do material escolar. A exposição dos estudantes as acomodações inadequadas do meio escolar faz com que surjam problemas relacionados à postura dos mesmos.
Hoje se sabe que quanto mais precoce for à intervenção, maior a possibilidade de recuperação, evitando-se a instalação de desvios posturais que podem comprometer a saúde e, consequentemente, o rendimento escolar do aluno.

Regras básicas para usuários de computadores
- O monitor deve estar com sua parte superior ao nível dos olhos
- A distância do monitor e o operador devem ser equivalente á extensão do braço.
- Ajustar o monitor de maneira a evitar os reflexos da iluminação
- Os pés devem estar apoiados no chão ou em um suporte
- Os pulsos devem estar relaxados, porém sem estarem flexionados.
- Se há entrada de dados deve-se usar suporte para os documentos
- O usuário deve fazer pausas regulares para descanso
Juscely ferreira brandão
Marina dias de oliveira
Renata alves da silva
Tatiana aparecida
Aliny cristina dos santos

11 de jan. de 2011

[VÍDEO] Tecnologia educacional

Mudanças no mobiliário escolar

Em audiência pública realizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), representantes da autarquia e da indústria de móveis debateram melhorias na produção de mesas e cadeiras ergonômicas para alunos e professores da rede pública de ensino.

Entre as mudanças propostas, destacam-se a eliminação de vãos nos assentos e novas medidas para o encosto das cadeiras. Também foram sugeridos a troca do sistema de fixação do tampo das mesas, que passará a ser preso com buchas, e o redesenho da curvatura do anteparo do porta-livro. As alterações valerão a partir de 2011, quando será homologado o novo pregão eletrônico de registro de preços para aquisição do mobiliário escolar por estados e municípios.

O processo de padronização do mobiliário escolar no Brasil é irreversível, o que só aumenta nossa responsabilidade em propor melhorias contínuas”, diz José Carlos Freitas, diretor de administração e tecnologia do FNDE. “A compra centralizada por meio da ata de registro de preços cria um parâmetro de eficiência para o mercado.

Ergonomia – As especificações do mobiliário escolar decorrem de acordo entre a autarquia e a Fundação de Desenvolvimento da Educação (FDE), de São Paulo, que cedeu o projeto de móveis escolares baseado na regulamentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O mobiliário é composto pelo conjunto do aluno (carteira e cadeira), conjunto do professor (mesa e cadeira) e por mesa acessível para estudantes cadeirantes, todos concebidos ergonomicamente, para atender a educação básica. A carteira e a cadeira do aluno encontram-se disponíveis em três tamanhos, conforme a estatura do estudante.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

O manual com as especificações do novo mobiliário pode ser baixado neste link.

Via. Revoluti

Fique de olho na postura: a ergonomia no computador

A postura correta

Se você costuma atender ao telefone enquanto trabalha no computador, tenha cuidado. Nunca segure o fone entre a orelha e ombro, pois isso tensiona a região e pode causar dores. O correto é parar com a tarefa no computador ou então utilizar um headset durante a conversa ao telefone.

Nunca deixe o monitor em uma posição lateral de onde está sentado. O indicado é que você o mantenha em sua frente, com a parte superior alinhada na altura dos olhos. Desta maneira, você mantém a coluna ereta e não sobrecarrega os músculos.

Também é importante manter a coluna reta na cadeira, encostada completamente no encosto. Nunca relaxe e "deite", afastando a região lombar do apoio. Na posição correta, você ficará confortável e não tensionará nenhuma parte da coluna.

Tenha atenção com a posição dos cotovelos em relação ao pulso. Eles não devem estar abaixo desta linha, pois isto tensiona os dedos e o punho, podendo causar tendinites na região. Para manter o cotovelo em um ângulo de 90º com o ombro, é importante deixá-lo apoiado no braço da cadeira.

Uma parte do corpo que nem todos dão importância, mas que deve ser ressaltada, é a dos pés.

Mesmo se a pessoa estiver na posição correta, mas os pés não alcançarem o chão, ela poderá sofrer as consequências. A maneira correta de se posicionar é manter as costas apoiadas por completo na cadeira, e caso os pés não alcancem o chão, utilizar um suporte apropriado, ou então improvisar com uma lista telefônica, por exemplo.

Outras dicas

Teclado e mouse devem estar no mesmo nível na mesa. Caso o mouse esteja em uma altura superior, o seu uso contínuo sobrecarrega os ombros e o cotovelo. Quem digita textos de livros para o computador, por exemplo, também deve ter atenção no posicionamento das folhas. Não é recomendado deixá-las sobre a mesa, pois esta posição tensiona o pescoço. Para esses usuários, existem suportes para serem afixados ao lado do monitor, que permitem uma leitura melhor, sem afetar a postura.

Depois de duas horas de trabalho, é extremamente recomendável que o usuário pare por 10 ou 15 minutos e faça alongamentos. Organize suas tarefas para que isso seja possível e saiba que, se você ainda não está acostumado, deverá adquirir esta disciplina. Ao longo do tempo, seu corpo agradecerá.

 Não use o computador no escuro. Isso força a vista, já que os olhos em um ambiente escuro focados diretamente em uma tela clara faz com que as pupilas se dilatem mais do que o normal. Com a luz acesa, ou com o ambiente claro, a sua pupila trabalha de maneira correta. 

10 de jan. de 2011

Computador e ergonomia

Como a ergonomia atua no uso do computador?

Atualmente, o uso do computador nas indústrias é uma realidade presente e necessária. A intervenção ergonômica no ambiente de trabalho é importante, juntamente com outras ações de promoção de saúde nas empresas, para a diminuição de sintomas de dor e desconforto, e consequente redução do índice de afastamentos envolvendo usuários de computador. As medidas de prevenção e intervenção atuam diretamente na adequação da postura corporal do usuário de computador, determinando um resultado satisfatório para a política de gestão de saúde e segurança do trabalho das indústrias.

A ergonomia tem o objetivo de melhorar as relações entre o homem e o seu ambiente de trabalho, incluindo os equipamentos utilizados para a execução de suas tarefas, como o computador. Sendo assim, pode-se dizer que a utilização de equipamentos ergonomicamente adequados é de importância fundamental quando se trata da saúde e conforto dos usuários de computadores.

Quais os benefícios alcançados através de uma correta intervenção ergonômica no uso do computador?

O desenvolvimento de uma boa ergonomia entre o homem e o computador pode proporcionar a redução no tempo de aprendizado das tarefas, aumento na velocidade de execução das mesmas, diminuição na incidência de erros e aumento da satisfação do empregado durante a realização do seu trabalho.

Quais os efeitos prejudiciais do uso inadequado do computador?

O uso do computador sem a correta adequação ergonômica do posto de trabalho é prejudicial à saúde do empregado, sendo um fator de risco importante para o desenvolvimento de doenças ocupacionais comuns a esta função, realidade que interfere negativamente no ritmo operacional das indústrias.

A utilização de computadores nas empresas é realizada quase sempre de modo inadequado, por longos períodos de tempo e em atividades repetitivas. O esforço visual, o uso do teclado e mouse e a manutenção da postura sentada por tempo prolongado, provocam a sobrecarga e tensão em músculos de várias partes do corpo, ocasionando dores, principalmente no pescoço, ombros, punhos e mãos, joelhos e costas.

Quando se trabalha no computador por muitas horas seguidas pode ocorrer fadiga ocular e mental, dores musculares e tendinites. O uso prolongado do computador pode ainda causar dores nas costas, ardência nos olhos, dor nas mãos, inchaço nos cotovelos e problemas no ombro.

Quais são as características do posto de trabalho que estão relacionadas ao uso adequado do computador?

Existem algumas características relacionadas ao posto de trabalho dos usuários de computador que devem ser analisadas e alteradas, através da intervenção ergonômica, se necessário. Entre elas, destacam-se:

• Monitor – o limite superior do monitor de vídeo deve estar posicionado bem em frente aos olhos do usuário, a uma distância de pelo menos 40 centímetros para se evitar problemas de vista. A distância entre o monitor e qualquer documento que precise ser consultado durante o trabalho deve ser a menor possível, de modo a evitar movimentos desnecessários do pescoço.

• Cadeira – é o principal item a ser analisado para quem utiliza o computador por longos períodos durante o dia. A cadeira ideal deve possuir apoio para a parte inferior das costas (região lombar), rodízios e partes ajustáveis às características físicas de cada usuário, como por exemplo, o encosto e a altura do assento.

• Teclado e mouse – o teclado e o mouse devem estar posicionados na altura dos cotovelos. São dispositivos que influenciam diretamente a saúde do trabalhador, aumentando ou diminuindo a fadiga muscular. Devem ser utilizados teclado e mouse ergonômico, incluindo apoio para os punhos, com o objetivo de diminuir o esforço realizado pelos membros superiores. A base para o teclado e mouse deve ser regulável e posicionada na altura da cintura, permitindo que a mão e o antebraço fiquem alinhados.

• Posição das mãos – durante o trabalho é importante que o punho fique reto, podendo ser utilizados apoios para os cotovelos. Os dedos devem estar levemente flexionados durante a digitação e os braços devem permanecer junto ao corpo.

• Posição dos pés – a posição dos pés também é uma recomendação importante para o relaxamento dos músculos e para melhorar a circulação do sangue nas pernas. Portanto, os pés devem estar bem apoiados no chão ou deve-se adotar um apoio. O apoio para os pés deve ser utilizado principalmente quando não se consegue apoiar corretamente os pés no solo.

• Iluminação – os ambientes mais adequados para o trabalho com computador são aqueles bem iluminados, preferencialmente pela luz do sol. A fonte de luz não deve nunca estar localizada atrás do usuário, evitando reflexos na tela. A iluminação artificial deve vir preferencialmente de cima e um pouco atrás do monitor. A luminosidade e o contraste da tela também devem ser regulados, evitando esforço visual desnecessário.

Via. Trabalhando com saúde e segurança

Dicas ergonomicas para alunos

Pés apoiados no chão, com os joelhos formando um ângulo de 90 graus, quadris postados bem no fundo da cadeira, alinhando a coluna no encosto e evitando escorregar como se fosse um “saco de batatas”. Assim devem se posicionar os estudantes quando estão sentados, assistindo aulas, recomenda a fisioterapeuta Maria Luiza Biton Gutierrez, diretora do Instituto de Fisioterapia Analítica. Ainda incipiente nas escolas, a preocupação com a ergonomia dos alunos exige “uma ação mais séria de prevenção postural, contribuindo para uma correta formação estrutural do indivíduo para toda a sua vida”, aponta. A atenção deve envolver não apenas o sentar, mas o próprio deslocamento, considerando principalmente os pesos das mochilas e a forma de carregá-las.

Segundo a fisioterapeuta, as crianças e adolescentes apresentam uma estrutura física em formação (músculos, ligamentos, tendões e articulações), “uma fase totalmente plástica”. “Na infância, a criança está em plena programação do seu cérebro, e destas programações vai depender todo o seu contexto neuropsicomotor, os reflexos posturais, enfim, a base que vai constituí-lo no adulto que será.” O alinhamento da coluna, o uso de materiais adequados para preservar a função das articulações e orientações corretas para as atividades diárias permitem “um bom crescimento dos tecidos” e que as estruturas sejam “fabricadas dentro de um molde anatômico e funcional saudável”.

O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) costuma orientar as associadas para que incluam, no pedagógico, um programa de conscientização “a fim de incentivar posturas corretas, não só na sala de aula, na carteira escolar, mas em frente ao computador e em relação ao peso das mochilas”, diz a assessora Marlene Schneider, do Departamento Pedagógico. Outra recomendação é adquirir mobiliário que atenda às normas da ABNT. São elas as NBR’s 14006/97 e 14007/97, que dão parâmetros para a produção do conjunto do aluno, do professor e estudantes com necessidades especiais. É preciso respeitar a idade e o tamanho dos alunos, já que o mercado dispõe “de material específico para as escolas de educação infantil, fundamental e médio”.

Na Prima Escola Montessori de São Paulo, a compra dos móveis requer um cuidado especial, pois sua metodologia de ensino agrupa as salas por ciclos e não séries, reunindo estudantes com idades e tamanhos diferenciados em uma mesma turma. “Isso nos impõe pelo menos três padrões de altura de mesas e cadeiras”, afirma a diretora pedagógica Edimara de Lima, que resolveu também adaptar o tamanho da superfície das mesas dos alunos, ampliando- -o para 90 centímetros de comprimento. “Eles reclamavam que mal cabia um caderno universitário sobre as mesas”, lembra. Outro cuidado é oferecer apoios para os pés daqueles que não conseguem alcançar o chão e orientar quanto ao peso das mochilas.

Há cerca de dois anos, a escola promoveu uma “vistoria” surpresa na mochila de cada estudante, quando Edimara pesou cada uma das bolsas, encontrando mochilas com até 12 quilos (recomenda-se um teto entre dez a 15% do peso corporal). Para a fisioterapeuta Maria Luiza, é importante também orientar os estudantes a alternarem a forma de carregá-la, “ora na frente, segurando com os braços, ora utilizando as alças e a pendurando para trás”. (R.F.)